sábado, 23 de agosto de 2008

Tesouros Submersos



Um.
Onde me levas?
Este itinerário é apenas de um sentido! Dá-me a tua mão por cima de tudo, rasgamos a luz e a sombra que nos acaricia, mergulhamos nas coisas que guardo, mas que nem sempre fazem o mínimo sentido, porque tu estas aqui.
Longe está tudo o que penso, mas faz-me o favor de não dizer nada, absolutamente nada, porque às vezes os anjos caem primeiro e o segredo está no sentimento.

Dois.
Deitados sobre o medo, ouvem um eco vazio que é sincero.
A proximidade das palavras dança numa alma só, e a intranquilidade de um olhar retardado faz-se sentir num súbito toque discreto.

Ela já se foi mas ele ouve-a na mesma.
_ Prometo regressar!

3 comentários:

Anônimo disse...

Há sempre tesouros que ficam submersos que é o mesmo do que falar em recordações...

"O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo..."

Acho que este belissimo texto mostra isso.
Muito Bom...

Marta disse...

O que parte, de uma maneira ou de outra, regressa! :)

Beijinhos

Sílvio Mendes disse...

«Um fugitivo não regressa,
um fugitivo não sabe regressar»

Al Berto

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Um.
Muito.
Dois.
Bom.
Três.
Abraço.
Quatro.
Saudades.