quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

nunca cheguei a escrever um poema sobre
a cidade ser à noite um carrossel
de luzes. nem outro sobre
a fotografia onde fiquei com ar
envergonhado. ou sobre o frio e
o passeio por Hyde Park, onde
pássaros vieram comer às tuas mão
se eu deixei fugir alguns versos
só para te poder fotografar. ou sobre
a casa estilo vitoriano, que prometeu
ocultar todas as palavras que dissemos
um ao outro, quando ao deitar
nos encolhíamos debaixo de
vários cobertores e mesmo assim
tínhamos frio. ou o definitivo,
aquele que falaria sobre Greenwich
e o meridiano que me ensinou a importância
do tempo que sempre falta, principalmente
quando numa das pontes quis dizer amo-te,
mas havia um autocarro para
apanhar. e era já o último.

( manuel a.domingos )

3 comentários:

Carla disse...

mas estamos sempre a tempo de escrever o que nos vai na alma
beijo

Daniel Silva (Lobinho) disse...

És um grande amigo, e venho, nao apenas agradecer a tua amizade e palavras, como dizer que te deixo mais uns selos no meu canto :)

Abraço

© Piedade Araújo Sol disse...

bonito post.

desejo bom natal!

um beij