terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Balançar


Pedes o mundo
dentro das mãos fechadas
e o que cabe é pouco
mas é tudo o que tens.
Esqueces que às vezes,
quando falha o chão,
o salto é sem rede
e tens de abrir as mãos.

Pedes-me um sonho
para juntar os pedaços
mas nem tudo o que parte
se volta a colar.

E agarras a minha mão
com a tua mão e prendes-me
e dizes-me para te salvar.
De quê?
De viver o perigo.
De quê?
De rasgar o peito.
Com o quê?
De morrer,
mas de que paixão?
De quê?
Se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde
e não ter
nem sentir
o vento ardente
a soprar o coração.

6 comentários:

Daniel Silva (Lobinho) disse...

"Pedes o mundo
dentro das mãos fechadas
e o que cabe é pouco
mas é tudo o que tens.
Esqueces que às vezes,
quando falha o chão,
o salto é sem rede
e tens de abrir as mãos.

Pedes-me um sonho
para juntar os pedaços
mas nem tudo o que parte
se volta a colar."

Élio, tu apercebes-te do alcandce disto? É LINDO. O B R I G A DO

Sandra disse...

é quase igual ao outro post.. didn't understand...

Marta disse...

Esta música é LINDA!
Beijinhos

Marta disse...

Sandra, o anterior é a continuação da música :)

Sandra disse...

AH, fantástico ;)

© Piedade Araújo Sol disse...

o sonho pode voltar a colar os pedaços.

a realidade talvez não, mas já diz o poeta que o sonho comanda a vida.

sonhemos!

muito belo o teu poema.

beij