sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

O seu herói era, portanto, eu

«Nunca te pude convencer das razões porque acreditava num mundo sem heróis. Nunca te pude explicar que os infelizes escritores que inventam esses heróis nada têm de heróis. Nunca te pude explicar que essas pessoas cujas fotografias aparecem nas revistas são de uma espécie diferente da nossa. Nunca te pude convencer da obrigação que te cabia de viveres como todos os demais. Nunca te pude fazer aceitar que nessa vida como a dos outros, eu devia ter um lugar, eu também.»

Orhan Pamuk; Os Jardins da Memória

4 comentários:

Marta disse...

também eu já acreditei num mundo sem heróis.. hoje vejo-os em toda a parte!

beijinho

Sandra disse...

Não consigo acreditar no mundo sem heróis.. E nem acredito que as pessoas que aparecem nas revistas são de uma espécie diferente da nossa.. No fundo somos todos iguais, elas apenas vivem de uma maneira diferente, ou comportam-se de maneira diferente.. Humm..

"Nunca te pude convencer da obrigação que te cabia de viveres como todos os demais" ..

Beijinhos

© Piedade Araújo Sol disse...

nunca é uma palavra muito forte!

e nem sempre o que parece é...

um beij por aí....

Adélia disse...

:)

bjo